Mais um conto...
PLANO DE ACTIVIDADE
Tema: Hora do conto – Biblioteca da escola
Ano: 1º A
Duração prevista da actividade: 2 de Novembro
Objectivos: Estimular o poder da comunicação, desenvolver a criatividade e a imaginação., levar o aluno a produzir textos, despertar o gosto pela leitura e escrita e promover hábitos de leitura.
Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Expressão plástica, Educação Cívica, Área de Projecto (projecto Operacional “As Tic, um desafio na Língua Português,, ler com os sentidos”) e Informática.
Descrição das actividades previstas:
Apresentação do professor contador da história: Professor Rui Quinteiro;
Audição da história: “A tia miséria”, com cenário e dramatização;
Conto da história;
Registo da história em Word, pela professora, uma vez que ainda não sabem escrever;
Desenhos dos momentos mais significativos;
Digitalização dos desenhos mais identificativos;
Envio do nosso trabalho para o blogue da biblioteca.
Hora do conto “A tia miséria”
A tia Miséria era uma velhinha que vivia sozinha numa casa. Ela cultivava muitos alimentos no seu campo e tinha uma figueira no seu jardim.
Todos os anos a tia Miséria não comia nenhum figo, porque os meninos quando vinham da escola saltavam o muro e comiam ou estragavam os figos todos.
Certo dia, apareceu lá em casa um peregrino que lhe pediu ajuda e a tia ofereceu-lhe a sua casa para descansar. Antes de o peregrino ir embora ofereceu à tia Miséria “um pedido”. Ela contou-lhe a história da figueira e pediu-lhe que pudesse comer um figo da sua figueira.
No ano seguinte, a figueira ficou cheia de figos e lá vieram os meninos roubá-los, mas a tia Miséria castigou-os com o poder que o mendigo lhe tinha dado e fez com que ficassem agarrados algum tempo à figueira. Eles foram castigados, mas a figueira ficou sem figos e a velhinha já não comeu.
Mais tarde, apareceu em sua casa uma sombra enorme, que era a Sra Morte. Ela queria levá-la. A tia miséria pediu-lhe que não a levasse antes de provar um figo da sua figueira. Ele concordou e esperou que a figueira ficasse cheia de figos.
Quando a figueira ficou carregadinha de figos, a Sra Morte apareceu e ela pediu-lhe para ir buscar-lhe um figo porque era velhinha e não conseguia subir à árvore. Ele concordou e a velhinha com o seu poder fez com que a morte ficasse agarrada à árvore e não a levasse.
Como ninguém morria, ela decidiu fazer um acordo com a Morte. Ele deixava-a viver e ela deixa-o sair da árvore. A Sra Morte concordou e a velhinha não morreu e começou a comer os figos da sua figueira. Os meninos não tornaram a roubar; quando queriam um figo pediam à tia miséria.
Não se deve roubar, isso é muito feio!
Contada pelos alunos do 1ºA
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Hora do conto.
Já temos algumas histórias recontadas pelos nossos alunos...
“A tia Miséria”
Era uma vez
Uma velha, mesmo velhinha.
Gostava de cultivar
A sua rica hortinha.
Rica hortinha tinha ela:
Couves, nabos e nabiças.
Cuidava da sua saúde,
Só comia hortaliças.
Só comia hortaliças
E tratava duma figueira.
Não comia um só figo,
Por causa da brincadeira.
Brincadeira dos garotos
Que por ali passavam.
Roubavam todos os figos,
Que na árvore habitavam.
Na árvore habitavam
E um peregrino chegou.
Como estava cansado,
Na casa da velha ficou.
Na casa da velha ficou
E à lareira comeu.
Uma migalha de pão,
Que a velha lhe ofereceu.
Que a velha lhe ofereceu
E logo de manhã partiu.
Mas rapidamente a velha,
Um desejo lhe pediu.
Um desejo lhe pediu
E ele se realizou.
Quando os garotos subiram,
A figueira os paralisou.
A figueira os paralisou
Pela velha esperaram.
Quando ela chegou,
Numa gritaria estavam.
Numa gritaria estavam
E à tia Miséria pediram
Para os deixar descer
E rapidamente fugiram.
Rapidamente fugiram
Mas algo, estranho aconteceu.
O galo pôs-se a cantar,
E a morte à porta bateu.
A morte à porta bateu
Para a tia Miséria levar.
A velha um desejo pediu,
Que era um figo ir buscar.
Era um figo ir buscar
Para ela o comer.
Então a morte ficou presa,
E implorou para descer.
Implorou para descer
E a velha dizia:
- Não sais, não sais e não sais!
E a morte até tremia.
A morte até tremia
E um exército gritava.
Jornalistas, padres e médicos
Nenhum, a vida ganhava.
Nenhum, a vida ganhava
E a morte uma promessa fez.
Se a deixasse descer
A Miséria no mundo
Ficava de vez.
E assim aconteceu!
Nós gostámos desta história,
Obrigado ao Prof. Rui.
“Não sais, não sais e não sais”,
Ficará na nossa memória.
Trabalho Colectivo 4º ano - Serafão
“A tia Miséria”
Era uma vez
Uma velha, mesmo velhinha.
Gostava de cultivar
A sua rica hortinha.
Rica hortinha tinha ela:
Couves, nabos e nabiças.
Cuidava da sua saúde,
Só comia hortaliças.
Só comia hortaliças
E tratava duma figueira.
Não comia um só figo,
Por causa da brincadeira.
Brincadeira dos garotos
Que por ali passavam.
Roubavam todos os figos,
Que na árvore habitavam.
Na árvore habitavam
E um peregrino chegou.
Como estava cansado,
Na casa da velha ficou.
Na casa da velha ficou
E à lareira comeu.
Uma migalha de pão,
Que a velha lhe ofereceu.
Que a velha lhe ofereceu
E logo de manhã partiu.
Mas rapidamente a velha,
Um desejo lhe pediu.
Um desejo lhe pediu
E ele se realizou.
Quando os garotos subiram,
A figueira os paralisou.
A figueira os paralisou
Pela velha esperaram.
Quando ela chegou,
Numa gritaria estavam.
Numa gritaria estavam
E à tia Miséria pediram
Para os deixar descer
E rapidamente fugiram.
Rapidamente fugiram
Mas algo, estranho aconteceu.
O galo pôs-se a cantar,
E a morte à porta bateu.
A morte à porta bateu
Para a tia Miséria levar.
A velha um desejo pediu,
Que era um figo ir buscar.
Era um figo ir buscar
Para ela o comer.
Então a morte ficou presa,
E implorou para descer.
Implorou para descer
E a velha dizia:
- Não sais, não sais e não sais!
E a morte até tremia.
A morte até tremia
E um exército gritava.
Jornalistas, padres e médicos
Nenhum, a vida ganhava.
Nenhum, a vida ganhava
E a morte uma promessa fez.
Se a deixasse descer
A Miséria no mundo
Ficava de vez.
E assim aconteceu!
Nós gostámos desta história,
Obrigado ao Prof. Rui.
“Não sais, não sais e não sais”,
Ficará na nossa memória.
Trabalho Colectivo 4º ano - Serafão
Hora do conto.
O Prof. Rui Quinteiro contou esta história a todos os alunos do pré-escolar e 1º ciclo do agrupamento
A Tia Miséria
No cimo de um monte, longe da povoação vivia uma velhinha muito pobre e solitária: era conhecida pela tia Miséria.
Vivia numa casinha de pedra e madeira e tinha um pequeno quintal com árvores de fruto onde praticava agricultura biológica; cultivava todos os legumes que precisava para a sua alimentação saudável. Ela adorava comer a sua alface, cenoura, curgete, tomate, beringela, rabanete, mirtilos e framboesas. Nunca comia fritos nem gorduras. Só de vez em quando é que comia uns biscoitinhos caseiros com pouco açúcar, que eram feitos por ela própria, quando tinha tempo para isso. Em frente à porta tinha uma figueira muito especial.
Tudo sofria com paciência e resignação, mas só uma coisa não desculpava, nem perdoava: que os garotos subissem à figueira e lhe roubassem os figos. Nunca tinha conseguido provar um único dos seus figos.
Uma noite bateu-lhe à porta um peregrino; correu a abri-la e deu ao peregrino a migalha de pão que reservava para si.
No dia seguinte, despediram-se e ele, como forma de agradecimento, disse-lhe que pedisse o que quisesse.
- Só peço que quem subir à minha figueira não possa descer sem o meu consentimento - respondeu a velhinha.
No outro dia, quando saiu à rua, encontrou três garotos em cima da figueira.
- Oh tia Miséria, perdoe-nos pelo amor de Deus! Tire-nos daqui, não podemos descer.
- Ah seus marotos! Não sabem que roubar é muito feio? Por esta vez, vá; se lá voltarem hão-de ficar lá muitos anos.
E os garotos desceram e não mais voltaram à figueira.
Um dia de manhã, entrou-lhe em casa uma mulher de horrendo aspecto, vestida de negro e armada de foice com asas negras nos ombros e nos pés.
- O que me quer? - Perguntou a Miséria a tremer.
- Eu sou a Morte e venho-te buscar!
- Já? Espere mais uns anitos!
- Não pode ser - respondeu a Morte.
- Faça-me ao menos um favor: suba à minha figueira e apanhe-me um figuito. Quero comê-lo.
A morte subiu à figueira, mas não pôde descer. Pôs-se a chamar a velhinha. Esta respondeu: tem paciência, aí ficarás para todos os séculos. És má, tens feito muitas desgraças…
E a Morte ficou em cima da figueira.
Passados dias tinha a velhinha em frente da sua porta um exército, composto de padres, ministros, jornalistas, médicos, enfim, de todos aqueles indivíduos que lidam com a morte diariamente. Todos pediam à velhinha que autorizasse a Morte a descer da figueira, mas a velhinha respondia: «Não quero, não quero e não quero.»
Falou então a Morte do alto da figueira e fez com a velhinha um contrato: poupar-lhe a vida enquanto o mundo fosse mundo. A velhinha consentiu e a Morte desceu. Por isso enquanto o mundo for mundo a miséria existirá sobre a terra.
Reescrita e recriação de Rui Quinteiro
Texto adaptado a partir de
Teófilo Braga, in Contos Tradicionais do Povo Português, Texto Editores.
A Tia Miséria
No cimo de um monte, longe da povoação vivia uma velhinha muito pobre e solitária: era conhecida pela tia Miséria.
Vivia numa casinha de pedra e madeira e tinha um pequeno quintal com árvores de fruto onde praticava agricultura biológica; cultivava todos os legumes que precisava para a sua alimentação saudável. Ela adorava comer a sua alface, cenoura, curgete, tomate, beringela, rabanete, mirtilos e framboesas. Nunca comia fritos nem gorduras. Só de vez em quando é que comia uns biscoitinhos caseiros com pouco açúcar, que eram feitos por ela própria, quando tinha tempo para isso. Em frente à porta tinha uma figueira muito especial.
Tudo sofria com paciência e resignação, mas só uma coisa não desculpava, nem perdoava: que os garotos subissem à figueira e lhe roubassem os figos. Nunca tinha conseguido provar um único dos seus figos.
Uma noite bateu-lhe à porta um peregrino; correu a abri-la e deu ao peregrino a migalha de pão que reservava para si.
No dia seguinte, despediram-se e ele, como forma de agradecimento, disse-lhe que pedisse o que quisesse.
- Só peço que quem subir à minha figueira não possa descer sem o meu consentimento - respondeu a velhinha.
No outro dia, quando saiu à rua, encontrou três garotos em cima da figueira.
- Oh tia Miséria, perdoe-nos pelo amor de Deus! Tire-nos daqui, não podemos descer.
- Ah seus marotos! Não sabem que roubar é muito feio? Por esta vez, vá; se lá voltarem hão-de ficar lá muitos anos.
E os garotos desceram e não mais voltaram à figueira.
Um dia de manhã, entrou-lhe em casa uma mulher de horrendo aspecto, vestida de negro e armada de foice com asas negras nos ombros e nos pés.
- O que me quer? - Perguntou a Miséria a tremer.
- Eu sou a Morte e venho-te buscar!
- Já? Espere mais uns anitos!
- Não pode ser - respondeu a Morte.
- Faça-me ao menos um favor: suba à minha figueira e apanhe-me um figuito. Quero comê-lo.
A morte subiu à figueira, mas não pôde descer. Pôs-se a chamar a velhinha. Esta respondeu: tem paciência, aí ficarás para todos os séculos. És má, tens feito muitas desgraças…
E a Morte ficou em cima da figueira.
Passados dias tinha a velhinha em frente da sua porta um exército, composto de padres, ministros, jornalistas, médicos, enfim, de todos aqueles indivíduos que lidam com a morte diariamente. Todos pediam à velhinha que autorizasse a Morte a descer da figueira, mas a velhinha respondia: «Não quero, não quero e não quero.»
Falou então a Morte do alto da figueira e fez com a velhinha um contrato: poupar-lhe a vida enquanto o mundo fosse mundo. A velhinha consentiu e a Morte desceu. Por isso enquanto o mundo for mundo a miséria existirá sobre a terra.
Reescrita e recriação de Rui Quinteiro
Texto adaptado a partir de
Teófilo Braga, in Contos Tradicionais do Povo Português, Texto Editores.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
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